A cabeça doía, o sono. A noite sem estudo algum, véspera de provas, provas infindáveis de um conhecimento desumano.
O ônibus cheio e você sozinha, a trapaça e a saudade, duas coisas distintas que se encontram em um dia cheio de banalidades. Aí vem a necessidade que se cria de ter sempre por perto, alguém que você sabe que não se importaria de te fazer um café, um sanduíche de presunto, o abstract do seu artigo, ou de traduzir todos os textos do mundo (claro, se ela tivesse tempo). Para (ela) também não importaria levantar-se as 4 da madrugada te levar no pronto-socorro com uma picada de uma aranha gigante não venenosa. Não seria penoso atravessar a cidade sem guarda-chuvas num dia cinza, e não doeria sair de um avião direto para uma aula de guarani.
E você sempre achou que gostar era algo fatigante, que deveria ter toda aquela loucura e toda aquela emoção das coisas que nunca dão certo. E ela encontra um autor qualquer que te fala o contrário.
E nisso você faz o seu mundo, as vezes ela está no canto, as vezes no meio, as vezes até, ela está do lado da pilha de livros, ou escondida atrás dos óculos daquele professor que você admira mas te odeia. Ela se esconde em finais de semana na cidade vizinha, que fica em outro país, ou de baixo da louça suja. Tanto faz, ela sempre está ali, com olhos verdes que chegam a doer, prestes a beijar sua orelha no meio de toda a gente, e te pedir pra parar, e rir do seu medo de Et's, e da sua filosofia estranha.
E ninguém acreditava na gente, só todo o cosmos.
E as horas passam, e você descobre em uma sexta-sabado-domingo-segunda, que os quilômetros tem o poder de dilatar ou contrair a saudade, e todo o resto, bem, são os outros.
O ônibus cheio e você sozinha, a trapaça e a saudade, duas coisas distintas que se encontram em um dia cheio de banalidades. Aí vem a necessidade que se cria de ter sempre por perto, alguém que você sabe que não se importaria de te fazer um café, um sanduíche de presunto, o abstract do seu artigo, ou de traduzir todos os textos do mundo (claro, se ela tivesse tempo). Para (ela) também não importaria levantar-se as 4 da madrugada te levar no pronto-socorro com uma picada de uma aranha gigante não venenosa. Não seria penoso atravessar a cidade sem guarda-chuvas num dia cinza, e não doeria sair de um avião direto para uma aula de guarani.
E você sempre achou que gostar era algo fatigante, que deveria ter toda aquela loucura e toda aquela emoção das coisas que nunca dão certo. E ela encontra um autor qualquer que te fala o contrário.
E nisso você faz o seu mundo, as vezes ela está no canto, as vezes no meio, as vezes até, ela está do lado da pilha de livros, ou escondida atrás dos óculos daquele professor que você admira mas te odeia. Ela se esconde em finais de semana na cidade vizinha, que fica em outro país, ou de baixo da louça suja. Tanto faz, ela sempre está ali, com olhos verdes que chegam a doer, prestes a beijar sua orelha no meio de toda a gente, e te pedir pra parar, e rir do seu medo de Et's, e da sua filosofia estranha.
E ninguém acreditava na gente, só todo o cosmos.
E as horas passam, e você descobre em uma sexta-sabado-domingo-segunda, que os quilômetros tem o poder de dilatar ou contrair a saudade, e todo o resto, bem, são os outros.

